O COVID-19 no Brasil

Segundo afirmação de Luiz Henrique Mandetta, ministro da saúde, o coronavírus está chegando ao estágio de transmissão comunitária no Brasil. Desta forma é impossível identificar quem transmitiu o vírus pra quem. Vêm sido apresentado um quadro em que o número de infectados poderá ter um aumento em evolução geométrica, relacionado a outros países.   No estado de São Paulo, as autoridades da saúde preveem que em média, 45 mil pessoas serão infectadas pelo vírus na Grande São Paulo, nos próximos quatro meses. Expectativa essa confirmada pelo coordenador do Centro de Contingência para o Coronavírus no Estado de São Paulo, David Uip.   Esses dados levantam questões sobre a capacidade do sistema brasileiro de saúde, privado e público, sobre a capacidade de atendimento a tantos infectados. Afinal, o país conta com apenas 28 mil leitos de UTI habilitados para o SUS (Sistema Único de Saúde), onde concentram em uma parcela minoritária dos municípios do país.    Com base nos dados fornecidos pelo Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde, foi apontado que o SUS perdeu leitos de todos os tipos de 2007 até o final de 2019. Em média, uma queda de 14,3%, o que equivale a 49 mil unidades a menos. No entretanto, houve um aumento de 18,2% na rede privada. Contando os dois sistemas, houve uma redução de 28.300 unidades, diminuindo 6,2% no geral.   Isso afetará ainda mais o ramo da saúde nesta pandemia de coronavírus que o Brasil vêm enfrentando e que, de acordo com Madetta, nas próximas 20 semanas, haverá o período de transmissão comunitária.

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